Mitos que ameaçam o casamento

Por 16 de junho de 2019 Devocionais

Gênesis 2.24
Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.

Reflexão


O casamento é obra divina. Foi Deus quem instituiu o casamento e estabeleceu princípios para regê-lo. No entanto, o casamento é um mistério. E nem mesmo as mentes mais brilhantes conseguem compreendê-lo plenamente. Para alcançar a felicidade no casamento é preciso muito esforço e constante renúncia, muito investimento e pouca cobrança, muito elogio e cautelosas críticas. Infelizmente, muitos casamentos adoecem e morrem porque, em vez de os cônjuges serem governados pela verdade, acabam sendo enganados por alguns mitos. Levantarei aqui alguns desses mitos:

Muitos dizem que é preciso encontrar a pessoa perfeita para casar. Ora, essa pessoa não existe, pois não viemos de uma família perfeita, não somos perfeitos nem encontraremos uma pessoa perfeita. Além disso, essa ideia parte de um pressuposto errado, pois é uma afirmação tácita de que já somos perfeitos e de que o nosso cônjuge é quem precisa se adequar a nós. Esse narcisismo é erro gritante. Produz uma autoavaliação falsa e inevitavelmente deságua numa relação conjugal adoecida.

Outro mito muito difundido é: se meu cônjuge me ama, nunca vai se sentir atraído por outra pessoa. Há muitas pessoas que, depois do casamento, descuidam da sua aparência. Esquecem-se de que o amor precisa ser constantemente regado e o relacionamento, constantemente cultivado. É sabido que os homens são atraídos por aquilo que veem, e as mulheres, por aquilo que ouvem. Sendo assim, as mulheres precisam ser mais cuidadosas com sua aparência física, e os homens, mais atentos às suas palavras. A mulher precisa cativar constantemente seu marido, e o marido precisa conquistar continuamente sua mulher. Qualquer descuido nessa área pode ser fatal para a felicidade e estabilidade do casamento.

Há também a ideia de que, se meu cônjuge casou comigo, nunca vai esperar que eu mude. Um cristão não pode adotar o slogan de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”. A indisposição para mudança é um perigo enorme para a felicidade conjugal, pois de maneira alguma somos um produto acabado. Estamos, sim, em constante transformação. Somos desafiados todos os dias a despojar-nos de coisas inconvenientes e a agregarmos valores importantes à nossa vida. A acomodação no casamento é um retrocesso, pois, num mundo em movimento, ficar parado é o mesmo que dar marcha a ré. A vida cristã é uma corrida rumo ao alvo. Nosso modelo é Cristo, e todos os dias precisamos ser mais parecidos com Jesus. Para isso, precisamos abandonar atitudes pecaminosas e adotar posturas piedosas.

Outro engano é pensar que, se meu cônjuge me ama, não vai ficar aborrecido com minha possessividade. Ninguém é feliz no casamento perdendo sua individualidade. Ninguém se sente confortável sendo sufocado. Ninguém tem prazer em viver no cabresto, sendo vigiado a todo o tempo. Essa atitude tem outro nome; chama-se ciúme. O ciúme é uma doença que se manifesta por três situações: uma pessoa ciumenta vê o que não existe, aumenta o que existe procura o que não quer achar. Embora marido e mulher devam respeito e fidelidade um ao outro, não podem viver sendo monitorados o tempo todo. Casamento pressupõe confiança. A insegurança produz a possessividade; a possessividade gera o controle; e o controle estrangula a relação.

Por fim, é muito divulgada a falsa ideia de que, se meu cônjuge me ama, nunca vai discordar de mim. Será que essas pessoas não sabem que o casamento não é a união de dois iguais? Ora, homem e mulher são dois universos distintos. A ideia de almas gêmeas é absolutamente equivocada. O impressionante do casamento é que homem e mulher, mesmo sendo tão diferentes, são unidos numa aliança indissolúvel para se tornarem uma só carne. É claro que as diferenças existem, entretanto não servem para destruir o relacionamento, mas para enriquecê-lo; não para separar o casal, mas para complementar a relação conjugal.

Decisão


Quais ensinos você aprendeu nesta lição? O que você identificou em sua vida que precisa mudar? Quais lições você precisa aplicar? Quais decisões você precisa tomar para vivenciar estes ensinos em sua vida e família?

Oração


Não deixe de orar meditando em todas as lições, agradecendo a Deus e pedindo-lhe que realize todas as mudanças necessárias em você e através de você, seja entre seus familiares, irmãos na fé e em todos ao seu redor.

* Extraído e organizado a partir da obra: LOPES, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas para a Família. São Paulo: SP. Editora United Press/Ultimato, 2017.

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