Pais, não irritem seus filhos!

Por 22 de setembro de 2019 Devocionais

Efésios 6.4
E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.

Reflexão


Depois de orientar os filhos a serem submissos e obedientes a seus pais (Ef 6.1-3), a palavra de Deus ordena aos pais não provocar seus filhos à ira (Ef 6.4). A relação entre pais e filhos é uma pista dupla, em que há deveres e responsabilidades, direitos e obrigações. Se os filhos devem honrar os pais, os pais devem criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Se os filhos devem obedecer aos pais, os pais não devem provocar os filhos à ira. Mas como os pais poderiam provocar os filhos à ira?

1. QUANDO OS PAIS DEIXAM DE SER UM EXEMPLO PARA ELES.

Os pais ensinam os filhos não apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. O exemplo não é uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo. A vida dos pais precisa ser o avalista de suas palavras. A vida dos pais é a vida do seu ensino. Quando os pais falam uma coisa para os filhos e vivem outra, quando são inconsistentes, então seu ensino se apequena. Em virtude dessa incongruência, os filhos ficam desanimados e irritados.

2. QUANDO OS PAIS USAM DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.

Há pais que elogiam e criticam os filhos pelos mesmos motivos. Não há uma regra clara para encorajá-los nem para discipliná-los. Os filhos ficam à mercê do ímpeto emocional dos pais, que, como pêndulos, oscilam entre serenidade e irritabilidade. Os Filho precisam de regras claras, de princípios absolutos, de posicionamento consistente dos pais. Há pais que tratam filhos adultos como crianças e tratam filhos pequenos como adultos. Isso irrita os filhos!

3. QUANDO OS PAIS PREFEREM UM FILHO AO OUTRO.

Os filhos não são iguais. Têm personalidade e temperamento diferentes. Os pais podem exigir deles o mesmo empenho, mas nunca o mesmo desempenho. Eles têm habilidades e potencialidades diferentes. Sendo assim, cada filho precisa ser tratado respeitando-se sua personalidade. Quando os pais demonstram preferência por um filho em detrimento de outro, provocam ciúmes, e essa emulação acaba por destruir a vida deles. Cada filho é um universo distinto. Cada filho deve ser tratado observando-se suas peculiaridades. As mesmas normas devem reger todos os filhos, mas a forma de aplicar essas normas deve variar de filho para filho.

4. QUANDO OS PAIS DEIXAM DE DOSAR DISCIPLINA COM ENCORAJAMENTO.

Os filhos precisam de elogios e reprimendas. Precisam de apoio e de correção. Precisam de palavras de incentivo e de repreensão. Se os pais apenas cobram dos filhos e nunca os encorajam, isso os desanima. Se os pais apenas cobrem os filhos de mimo e nunca os disciplinam, isso produz neles um caráter invertebrado. Firmeza e doçura, encorajamento e repreensão, consolo e disciplina precisam caminhar de mãos dadas na sublime missão de educar filhos para a glória de Deus.

5. QUANDO OS PAIS DEIXAM DE VIVER A VIDA COMUM DO LAR.

Há pais que transferem o amor conjugal para os filhos e tentam compensar nos filhos o fracasso do casamento. Os filhos nunca podem ocupar o lugar do cônjuge. A melhor coisa que os pais podem fazer pelos filhos é viver uma relação conjugal regada de amor e respeito. O exemplo dos pais fala mais alto aos ouvidos dos filhos do que as palavras mais eloquentes. O maior legado que os pais podem deixar é o exemplo de um casamento feliz. Os benefícios de crescer numa família onde o amor é o cardápio do dia têm reflexo profundos na vida dos filhos que qualquer outra influência fora do lar.

6. QUANDO OS PAIS TÊM UMA ESPIRITUALIDADE EIVADA DE HIPOCRISIA.

Os pais são o espelho dos filhos. UM espelho precisa ser limpo e plano. O espelho não grita; demonstra. O espelho não faz discurso; revela. Nada produz maior decepção na vida dos filhos do que os pais exigirem deles um estilo de vida que eles mesmos não vivem. Cobrarem deles uma vida espiritual que não têm. Esperarem deles um compromisso espiritual que nunca praticaram dentro do lar. Permanece, portanto, a orientação apostólica: E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira (Ef 6.4).

Decisão


Quais ensinos você aprendeu nesta lição? O que você identificou em sua vida que precisa mudar? Quais lições você precisa aplicar? Quais decisões você precisa tomar para vivenciar estes ensinos em sua vida e família?

Oração


Não deixe de orar meditando em todas as lições, agradecendo a Deus e pedindo-lhe que realize todas as mudanças necessárias em você e através de você, seja entre seus familiares, irmãos na fé e em todos ao seu redor.

* Extraído e organizado a partir da obra: LOPES, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas para a Família. São Paulo: SP. Editora United Press/Ultimato, 2017.

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