5 Princípios antes de disciplinar

Por 25 de maio de 2020Devocionais

Mateus 16.19
“Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.”

Reflexão


Pastor: “Então, por causa disso tudo, é com grande tristeza que tomo a decisão que nós, como igreja, removeremos Joe da membresia como um ato de disciplina. Há alguma coisa a ser dita? ”

Irmã Sue: “Pastor, tenho algo a falar. Não vejo como podemos fazer isso. Que direito temos de dizer se Joe é cristão? Somente Deus pode dizer isso! ”

Pastor: “Sim, é claro que isso é verdade. Mas 1 Corin-…”

Irmão Bill: “Ora, qual é! Concordo com Sue. Acredito na Bíblia e tudo mais, Pastor, mas muito daquilo não funcionará agora. ”

Diácono Doug: “E somos todos pecadores. Por que deveríamos excluir o Joe? ”

Pastor: “Tudo bem. Todos a favor digam ‘sim’. ”

[Som de grilos]

Pastor: “Aqueles contra? ”

Todos: “NÃO!!!”

[Depois da reunião] Presidente Charlie: “Pastor, os diáconos querem se encontrar com você amanhã à noite. Temos algumas preocupações…”

Esse cenário, tem acontecido em muitas igrejas. Pastores que amam a Escritura e suas congregações, encontram-se em problemas porque a sua igreja não está preparada para tomar um passo em praticar a disciplina eclesiástica, mesmo tendo sido ensinados sobre ela.

Quase todo pastor precisa ensinar com sabedoria acerca da disciplina eclesiástica antes de sua congregação estar pronta para isso. O que pode não estar tão óbvio, é que ele terá que ensinar a igreja sobre mais do que simplesmente disciplina eclesiástica antes deles estarem prontos para disciplinar. Na verdade, um entendimento bíblico de disciplina eclesiástica tem de ser construído sobre um entendimento sólido de outras doutrinas cristãs.

1. A autoridade das Escrituras

Se a igreja não está convencida da autoridade das Escrituras que ela tem, você não estará apto para ter o entendimento bíblico acerca da disciplina eclesiástica. Nossa autoridade, direito e responsabilidade de praticar disciplina são unicamente dadas pela Palavra de Deus.

Se a igreja não for ensinada a olhar e se submeter às Escrituras em tudo, o argumento “nunca fizemos isso, pastor” devastará qualquer tentativa de praticar a disciplina. Então, o argumento “não temos o direito de fazer isso” fará o mesmo. E o argumento “isso é ruim”. E assim por diante.

2. O que é um cristão

Se a ideia da disciplina eclesiástica deve fazer todo sentido, a congregação deve entender o que significa ser um cristão em primeiro lugar. Eles terão que entender o evangelho. A igreja terá que se apegar ao fato que ser um cristão não é somente sobre tomar uma decisão, mas, é sobre uma fé contínua em Jesus e arrependimento do pecado. Eles precisam saber que a igreja é para cristãos, não somente para pessoas legais e precisam saber a diferença.

3. A realidade e o significado da membresia eclesiástica

A igreja não estará pronta para colocar alguém para fora da igreja a menos que eles entendam que há um entrar e sair. A Bíblia é muito clara acerca desse fato. Há aqueles que são “membros” do corpo de Cristo (1Co 12.27) e aqueles que são “de fora” (1Co 5.12). Ela precisa entender isso também, ou a ideia de colocar alguém “para fora” de algo que não tem um “para dentro” soará muito compreensivelmente ridícula.

Não somente isso, mas a igreja precisa entender que a membresia eclesiástica envolve mais do que ser um membro bem-querido da comunidade, ou ser um membro de certa família na cidade. Membresia eclesiástica significa afirmar publicamente a profissão de fé em Jesus de alguém, como também sua decisão de se submeter à supervisão da igreja. Quando ela começar a entender isso, a ideia da disciplina eclesiástica começará a fazer bem mais sentido.

4. A diferença entre a igreja e o mundo

Deus quer que seu povo seja diferente do mundo. Ele quer que eles vivam de forma santa e façam guerra contra o pecado. Isso é o que significa se arrepender. Arrependimento não significa que uma pessoa parou de pecar, mas significa que declarou guerra contra o pecado.

É claro que há um mundo de nuanças como a diferença entre pecado não arrependido e arrependido, ou a diferença entre pecado escandaloso e pecado privado, só para nomear alguns. Essas são importantes conversas para se ter, mas elas somente farão sentido dentro de um entendimento do fato básico que Deus quer que a igreja seja diferente do mundo.

5. A responsabilidade da igreja para julgar

Muitos pastores se deparam com oposição contra a disciplina eclesiástica quando um membro da igreja cita Mt 7.1: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. É um tópico desconfortável em nossa era tolerante, mas pastores precisam ensinar suas congregações que, enquanto Jesus não lhes dá o direito de determinar quem é eleito ou não, ele lhes dá o direito de determinar quem deve estar dentro ou fora da igreja. Isso foi o que Jesus quis dizer ao dar a sua igreja “as chaves do reino do céu” (Mt 16.19, 18.17). É também o que Paulo quis dizer quando perguntou: “Não julgais vós os de dentro? ” (1Co 5.12). A igreja deve entender e aceitar sua responsabilidade de disciplinar antes de ser apta para exercitá-la.

Decisão


Você tem entendido seu papel como igreja quando ela disciplina alguém? Você entende que a igreja tem total autoridade para disciplinar um irmão? Ou você acha que, ainda assim, ninguém deve ser julgado na igreja, só Deus pode?

Oração


Grandioso Deus e Pai celeste. Concede-nos a graça de compreender o nosso papel na disciplina da igreja. Ajuda-nos a julgar, não com os nossos olhos, mas sim com a tua Palavra e fazer a tua vontade. Nos perdoa se temos feito isso com orgulho e nos direciona no caminho correto. Em nome do teu amado Filho, que vive e reina contigo, e com o Espirito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amem.

* Organizado a partir do artigo “Antes de disciplinar, ensine estes 5 princípios”, pôr Greg Gilbert, disponível em: < http://pt.9marks.org/artigo/antes-de-disciplinar-ensine-estes-5-principios / >

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