A Diferenças entre Diáconos e Presbíteros

Por 15 de julho de 2020Devocionais

Romanos 12:4-5
“Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.”

Reflexão


É comum vermos em várias igrejas alguns diáconos fazerem certas atividades incomuns: eles efetivamente pastoreiam a igreja. Muitas das igrejas batistas têm uma estrutura bem simples: os diáconos serviam como uma diretoria, e a congregação como um todo vota em praticamente todas as decisões relacionadas à igreja em reuniões administrativas mensais. Os diáconos geralmente focam em bens, finanças e brigas ocasionais.

Presbíteros com Outro Nome?

Contudo, tanto na natureza como na prática, alguns diáconos faziam o trabalho de presbíteros, mesmo não recebendo esse título. Eles pastoreavam a igreja e velavam por ela (Hb 13.17), ensinavam a sã doutrina (Tt 1.9), exerciam supervisão espiritual (1Pe 5.2) e serviam de exemplo de uma vida cristã fiel (1Pe 5.3).

Muitos desses não se veem como um presbítero e não eram reconhecidos pelas suas igrejas. Em vez disso, ela confundia os ofícios bíblicos, os quais são importantes para a saúde da igreja, e esperava que os diáconos agissem como presbíteros sem as qualificações, os dons ou a autoridade necessária. Mas isso será resolvido meramente, mudando-se o título de todos esses para presbíteros? Absolutamente não! Enquanto tais homens de fato cumpriam o ofício, os demais claramente faziam o papel de diáconos – servos da igreja –, embora as vezes lhes fossem atribuídas responsabilidades de presbíteros.

Como uma igreja de “modelo diaconal” passar a reconhecer como presbíteros os homens qualificados? Vamos estudar sobre isso a seguir.

Obstáculos no Caminho da Transição para Presbíteros

1. A congregação provavelmente não compreende o ensino bíblico sobre os presbíteros. Ao passar a reconhecer homens como presbíteros, você está pedindo à congregação que compreenda e adote uma prática bíblica. Isso requer um estudo paciente da Escritura engajando a igreja, os pequenos grupos e os indivíduos na tarefa de interpretar e aplicar a Palavra de Deus. Muitas objeções a mudanças na estrutura da igreja perdem forças quando pensamos biblicamente.

2. Muitas igrejas têm uma longa história com um tradicionalismo inchado e desajeitado. Em vez de algo saudável e robusto, elas praticavam uma microgerência congregacional. Nada era feito sem reuniões administrativas, onde terminavam sempre com sentimentos feridos e egos machucados. Mudar isso requer ensino paciente e diálogo acerca das idéias do congregacionalismo no Novo Testamento e na história. É necessário ensinar a igreja acerca de sua própria confissão fé, explicar o que ela diz acerca dos ofícios de presbíteros e diáconos e apresentar como isso chegou a este cenário particular. Tal estudo provê uma plataforma para apresentar o retrato de uma estrutura de governo eclesiástico bíblica e eficaz.

3. Ao mudar de um modelo de diáconos para um modelo de presbíteros, os diáconos que não forem escolhidos para se tornarem presbíteros podem ficar ciumentos. Esse ciúme pode transformar-se em dura divisão, talvez fazendo naufragar qualquer chance de a igreja mudar sua estrutura de liderança. Assumindo uma visão de longo alcance acerca da liderança de presbíteros e diáconos o problema será esclarecido. Concentrando as qualificações bíblicas para os diáconos atuais (1Tm 3.8-13) o padrão estreitará o número de candidatos ao diaconato. Explicando, de forma bíblica, as responsabilidades dos dois ofícios, a igreja estará pronta para tais práticas.

4. Talvez nenhum dos diáconos esteja qualificado para servir como presbítero. Mudar de título para outro não ajudará. Em vez disso, homens devem ser discipulados com a perspectiva de que venham a servir como presbíteros. Sendo Nutridos na Palavra de Deus e na sã doutrina. O livro “A Treliça e a Videira” trabalha muito bem na escolha e instrução de tais homens.

Velocidade Mata

Como diz o adesivo de carro, “Velocidade Mata”. O mesmo pode ser dito acerca de uma atitude impaciente de transformar diáconos qualificados em presbíteros. Tentar fazer isso sem uma preparação adequada provavelmente trará caos, se não a repentina perda de um pastorado!

O tempo para isso varia de acordo com o planejamento do próprio pastor e também vai de acordo com o preparo e a maturidade da pessoa e isso pode levar muito tempo. Por que tanto tempo assim? Para evitar qualquer atitude fora daquilo que lhe é esperado e também a igreja saberá que o presbítero está de acordo com as Escrituras.

Decisão


Caso você tenha se identificado com o estudo e um tempo pensou que o diácono tinha a mesma função de um presbitério, reflita com os seus amigos e familiares o que foi estudado na lição de hoje. As Escrituras são claras quanto aos dois ofícios e lembre-se, a igreja é o corpo de Cristo e não existe nenhum favoritismo dentro dela. Todos somos iguais, porem com funções diferentes e vivemos para glorificar a Deus.

Oração


Grandioso Deus e eterno Pai. Graças te damos por tudo que o Senhor tem feito e pela tua Santa Palavra. Obrigado pelos diáconos e presbíteros, pois foi o Senhor que os colocou para ajudar a tua igreja. Nos ajuda a compreender cada oficio da maneira correta e que possamos ajuda-los na melhor forma possível. Em nome de Jesus Cristo, que vive e reina contigo, e com o Espirito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

* Organizado a partir do artigo “Existem Diferenças entre Diáconos e Presbíteros? ”, pôr Phil Newton, disponível em:<https://pt.9marks.org/artigo/existem-diferencas-entre-diaconos-e-presbiteros>.

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